O professor de hoje foi o Irmão Raimundo.
Este blog se destina a todos os irmãos, principalmente aos que frequentam a EBD.
domingo, 20 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Lição quatro,conteúdo adicional.
Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã
Subsídios extras para a lição I João - Os Fundamentos da fé e a perfeita comunhão com o Pai
3º trimestre/2009
Lição 04 - Jesus, o Redentor e Perdoador
Leitura Bíblica em Classe
1 João 2.1,2; Éfeso 1.6,7; Apocalipse 5.8-10
Introdução:
I. A Realidade do Pecado
II. O Perdão ao Nosso Alcance
III. A Satisfação da Justiça Divina
IV. Livres do Pecado
Conclusão:
Palavras-chave: Perdão, propiciação
Introdução
Professor, é impossível pensar num cristianismo sem a cruz, sem o sacrifício de Jesus. Nesta lição veremos o que o Senhor Jesus realizou em favor da humanidade perdia (Jo 3.15). Cristo morreu e ressuscitou ao terceiro dia para que tivéssemos vida. Ele pagou a nossa dívida, perdoando nossos pecados. Todavia, a certeza do perdão não é um incentivo ao pecado, mas justamente ao contrário.
I. Entendendo a Carta de João, o Apóstolo
Professor, dê inicio a este tópico fazendo a seguinte pergunta: “O que é pecado?” (R: Na Bíblia, o sentido-chave de pecado é “errar o alvo”.) Explique que o pecado é o fracasso em viver de acordo com os padrões de Deus. Ninguém é capaz de cumprir todas as leis do Senhor o tempo todo (Rm 3.23). Todos nós ficamos aquém do padrão infinitamente perfeito do Senhor.
Jesus ensinou muita coisa a respeito do pecado humano. Na verdade, Ele pinta um retrato desolador dessa difícil situação humana. Jesus ensinou que, desde a Queda, todo homem e toda a mulher são perversos (Mt 12.34) e capazes de fazer grandes maldades (Mc 7.20-23). Além disso, disse que o homem está totalmente perdido (Lc 19.10), que é pecador (Lc 15.10) e que precisa se arrepender diante do Deus santo (Mc 1.15) e nascer de novo (Jo 3.3, 5,7).
Muitas vezes Jesus falou do pecado por metáfora a fim de ilustrar a destruição que ele pode trazer para a vida da pessoa. Ele descreveu o pecado como cegueira (Mt 23.16-26), doença (Mt 9.12), escravidão (Jo 8.34) e trevas (Jo 12.35-46).
[...] Precisamos de uma cura ou remédio poderoso, pois o pecado humano é um problema terrível. A doença do homem não será curada com nenhum “curativo” espiritual. Como logo veremos, o remédio é Jesus Cristo.
Algumas pessoas, principalmente os católicos romanos, fazem distinção entre pecados mortais (pecados irreconciliáveis) e pecados venais (pecados menores). O problema com essa forma de percepção é que se a pessoa pensa que a maioria de seus pecados é venial, talvez pense que, em essência, é uma boa pessoa. Ela talvez não perceba a terrível necessidade que tem de um Salvador.
A Bíblia não faz distinção entre pecados mortais e veniais. De fato, alguns pecados são piores que outros (Pv 6.16-19), contudo as Escrituras nunca declaram que apenas certos tipos de pecados levam à morte espiritual. Todos os pecados trazem morte espiritual não apenas uma determinada categoria de pecados (Rm 3.23). Podemos dizer que qualquer pecado é mortal, pois traz morte espiritual e afastamento de Deus. Como veremos, até mesmo o pecado menor nos torna legalmente culpados diante do Senhor e merecedores da pena de morte (Rm 6.23).
II. Conhecendo o Autor da Carta
Professor, dê inicio ao segundo tópico fazendo as seguintes perguntas: “A garantia do perdão em Cristo realmente leva à santidade?” “Não seria o contrário?” “Se sabemos que estamos perdoados de antemão, não nos sentimos livres para pecar?” (R: Explique que o conhecimento do amor de Deus e do seu perdão imerecido torna o cristão profundamente desejoso de não pecar contra eles.)
[...] O princípio de 1 João 2.1,2: perdão de antemão para qualquer pecado que pode ocorrer em nossas vidas. Essa é a promessa de Deus que nos é dada para que não pequemos. Deus não fica chocado com o comportamento humano, como ficamos com frequência, pois Ele vê tudo de antemão, incluindo os pecados dos cristãos. Mais ainda, e apesar disso, Ele nos enviou seu Filho para morrer pelos pecados de seu povo a fim de que possa haver perdão total. Esse amor é incomparável. Tal graça fica além da compreensão. Mas Deus nos fala sobre esse amor e essa graça para que possamos vencer por eles e determinar, dando-nos Deus a força, que não vamos falhar com Ele.
Às vezes falhamos com Ele, apesar de sua garantia de perdão. E então? Nesse caso, diz João, devemos ir a Deus para confessar o pecado e buscar perdão, sabendo que somos capazes de chegar a Ele por meio da obra de Cristo, como os filhos se aproximam de um pai. Nessa declaração, as referências à purificação por meio do sangue de Cristo (1.7), à promessa de perdão e purificação para aqueles que confessarem seus pecados (1.9), e à chamada à santidade (2.1,2) estão juntas.
III. O Propósito da Carta de João
• Professor, pergunte aos seus alunos: “Se o crente vier a falhar, o que ele deve fazer?”
A obra de Cristo é a base sobre a qual o cristão pode se aproximar de Deus em busca de pleno perdão e total purificação. João usa três termos para descrever isso. O primeiro é “advogado”, ou “alguém que fala em nossa defesa”. Esse é um termo legal, em grego e em português; mas em grego, ao contrário do português, a palavra tem um sentido passivo, e não ativo. Descreve alguém que é chamado para ajudar outros, em particular num tribunal. É fácil ver, então, como João consegue usar a palavra para Jesus; pois ele simplesmente quer dizer que Jesus é aquEle que chamamos para nos ajudar perante o tribunal de Deus.
[...] A palavra advogado não aparece fora dos escritos de João, mas o ministério de Cristo ao qual se refere ocorre em muitos lugares. Jesus prometeu a Pedro que iria interceder por ele para que sua fé não falhasse após ter negado seu Senhor (Lc 22.32). João 17 registra uma oração com esse mesmo objetivo em favor de todos os crentes. Jesus declarou: “E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos anjos de Deus” (Lc 12.8). Paulo descreve Jesus como sendo aquEle que “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).
Porém, existe uma coisa que deve ser percebida no uso feito por João da palavra “advogado”. Quando o termo é usado no sentido legal nos dias de hoje, normalmente pensamos sobre o trabalho de um advogado ao acrescentar todo caso a respeito do réu: ou seja, ao defender o acusado a respeito dos méritos de seu caso. Em João, a ideia de mérito da parte do acusado é ausente; em vez disso, o mérito vem da parte do advogado. A antiga ideia é ilustrada pelo uso de um termo do antigo tratado rabínico Pirke Aboth: “Aquele que segue a lei ganha para si um advogado, e aquele que comete uma transgressão ganha para si um acusador” (4.13). No Novo Testamento, é inteiramente uma questão da graça de Deus.
IV. Livres do Pecado
João chama Jesus de “propriciação pelos nossos pecados”, acrescentando “e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo”. A palavra propiciação era utilizada extensivamente em antigos escritos pagãos para referir-se a oferendas dadas a um deus raivoso de modo a aplicar a sua ira. Mas isso é incompatível com o caráter do Deus cristão, dizem alguns acadêmicos. Deus não é um Deus raivoso, de acordo com a revelação cristã. Ele é gracioso e amoroso. Mais ainda, não é Deus quem fica separado de nós por causa do nosso pecado, mas sim nós que nos separamos de Deus. Ou, ainda, não é Ele que tem de ser propiciado, mas nós mesmos. De acordo com esse pensamento, devemos nos referir à propiciação não como aquilo que Jesus fez com relação a Deus, com o que foi feito por Deus em Cristo pela nossa culpa. Ela foi “coberta”, “desinfectada” ou “expiada” por sua morte. Assim, por essa visão, a Bíblia nunca faz de Deus o objeto da propiciação.
Mas isso não é tudo. Em primeiro lugar, mesmo sendo verdade que não podemos misturar o conceito cristão de Deus com o caráter petulante de deidades do mundo antigo, ao mesmo tempo também não podemos esquecer sua justa ira contra o pecado, de acordo com a qual ele será punido, seja em Cristo ou na pessoa do pecador. Aqui, todo o âmbito da revelação bíblica precisa ser levado em consideração.
Segundo, embora a palavra propiciação seja utilizada nos escritos bíblicos, não é usada exatamente com o mesmo sentido que nos escritos pagãos. Nos rituais pagãos o sacrifício era o meio pelo qual um homem aplacava um deus ofendido. No cristianismo nunca é um homem que toma a iniciativa ou faz o sacrifício, mas o próprio Deus que, em virtude do seu imenso amor pelo pecador, providencia o meio pelo qual a sua própria ira contra o pecado possa ser aplacada. Em 1 João 4.10, a única outra passagem do Novo Testamento que usa exatamente a mesma forma da palavra encontrada em 2.2, o amor de Deus é enfatizado. Essa é a verdadeira explicação para que Deus nunca seja o objeto explícito da propriciação nos escritos bíblicos. Ele não é o objeto porque é, o que é mais importante ainda, o sujeito. Em outras palavras, Deus aplaca a sua própria ira contra o pecado para que seu amor possa abraçar e salvar totalmente o pecador.
É no sistema sacrificial do Antigo Testamento que a ideia verdadeira da propiciação é observada mais claramente, pois se alguma coisa é estabelecida pelo sistema de sacrifícios (no sentido bíblico do sacrifício), é que o próprio Deus forneceu o meio pelo qual um pecador pode se aproximar dEle. Pecado significa morte. “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. [...] A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele” (Ez 18.4,20). Todavia os sacrifícios ensinam que existe um modo de escapar e de aproximar de Deus. Outra pessoa pode morrer no lugar do pecador. Isso pode parecer impressionante, e até mesmo (como alguns sugeriram erroneamente) imoral; mas é isso o que o sistema de sacrifícios ensina. Como consequência, o indivíduo israelita era instruído a levar o animal para o sacrifício sempre que se aproximasse de Deus; a família tinha que matar e consumir um animal na observância anual da Páscoa; a nação tinha que ser apresentada pelo sumo sacerdote anualmente no Dia do Perdão, quando sangue era aspergido sobre o trono de misericórdia da Arca da Aliança dentro do Santo dos Santos no templo judaico. Essa última cerimônia pode ser no que João está pensando nessa passagem. É bom lembrar que João referiu-se ao derramar do sangue de Cristo poucos versículos antes (1.7).
O próprio Jesus é a propiciação, então, é pela virtude de seu ser que Ele pode ser nosso advogado. “Nosso advogado não alega nossa inocência; ele reconhece nossa culpa e apresenta o seu sacrifício vicário como a base para nossa absolvição”. Aqui repousa a confiança do cristão, pois não é com base em nosso mérito, mas com base apenas na obra completa de Cristo que temos a ousadia de nos aproximar de um Pai reto e celestial.
Conclusão
Se Jesus fez tanto por nós, e não por nós, mas também por homens e mulheres espalhados por todo o mundo, e se isso naturalmente nos leva a louvá-lo, será que isso também não nos deveria levar à santidade? Não deveria nos impelir a cumprir o desejo de João de que seus filhos não pecassem? Claro que sim, hoje e sempre. De fato, deveríamos dizer como Paulo: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15).
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã
Subsídios extras para a lição I João - Os Fundamentos da fé e a perfeita comunhão com o Pai
3º trimestre/2009
Lição 04 - Jesus, o Redentor e Perdoador
Leitura Bíblica em Classe
1 João 2.1,2; Éfeso 1.6,7; Apocalipse 5.8-10
Introdução:
I. A Realidade do Pecado
II. O Perdão ao Nosso Alcance
III. A Satisfação da Justiça Divina
IV. Livres do Pecado
Conclusão:
Palavras-chave: Perdão, propiciação
Introdução
Professor, é impossível pensar num cristianismo sem a cruz, sem o sacrifício de Jesus. Nesta lição veremos o que o Senhor Jesus realizou em favor da humanidade perdia (Jo 3.15). Cristo morreu e ressuscitou ao terceiro dia para que tivéssemos vida. Ele pagou a nossa dívida, perdoando nossos pecados. Todavia, a certeza do perdão não é um incentivo ao pecado, mas justamente ao contrário.
I. Entendendo a Carta de João, o Apóstolo
Professor, dê inicio a este tópico fazendo a seguinte pergunta: “O que é pecado?” (R: Na Bíblia, o sentido-chave de pecado é “errar o alvo”.) Explique que o pecado é o fracasso em viver de acordo com os padrões de Deus. Ninguém é capaz de cumprir todas as leis do Senhor o tempo todo (Rm 3.23). Todos nós ficamos aquém do padrão infinitamente perfeito do Senhor.
Jesus ensinou muita coisa a respeito do pecado humano. Na verdade, Ele pinta um retrato desolador dessa difícil situação humana. Jesus ensinou que, desde a Queda, todo homem e toda a mulher são perversos (Mt 12.34) e capazes de fazer grandes maldades (Mc 7.20-23). Além disso, disse que o homem está totalmente perdido (Lc 19.10), que é pecador (Lc 15.10) e que precisa se arrepender diante do Deus santo (Mc 1.15) e nascer de novo (Jo 3.3, 5,7).
Muitas vezes Jesus falou do pecado por metáfora a fim de ilustrar a destruição que ele pode trazer para a vida da pessoa. Ele descreveu o pecado como cegueira (Mt 23.16-26), doença (Mt 9.12), escravidão (Jo 8.34) e trevas (Jo 12.35-46).
[...] Precisamos de uma cura ou remédio poderoso, pois o pecado humano é um problema terrível. A doença do homem não será curada com nenhum “curativo” espiritual. Como logo veremos, o remédio é Jesus Cristo.
Algumas pessoas, principalmente os católicos romanos, fazem distinção entre pecados mortais (pecados irreconciliáveis) e pecados venais (pecados menores). O problema com essa forma de percepção é que se a pessoa pensa que a maioria de seus pecados é venial, talvez pense que, em essência, é uma boa pessoa. Ela talvez não perceba a terrível necessidade que tem de um Salvador.
A Bíblia não faz distinção entre pecados mortais e veniais. De fato, alguns pecados são piores que outros (Pv 6.16-19), contudo as Escrituras nunca declaram que apenas certos tipos de pecados levam à morte espiritual. Todos os pecados trazem morte espiritual não apenas uma determinada categoria de pecados (Rm 3.23). Podemos dizer que qualquer pecado é mortal, pois traz morte espiritual e afastamento de Deus. Como veremos, até mesmo o pecado menor nos torna legalmente culpados diante do Senhor e merecedores da pena de morte (Rm 6.23).
II. Conhecendo o Autor da Carta
Professor, dê inicio ao segundo tópico fazendo as seguintes perguntas: “A garantia do perdão em Cristo realmente leva à santidade?” “Não seria o contrário?” “Se sabemos que estamos perdoados de antemão, não nos sentimos livres para pecar?” (R: Explique que o conhecimento do amor de Deus e do seu perdão imerecido torna o cristão profundamente desejoso de não pecar contra eles.)
[...] O princípio de 1 João 2.1,2: perdão de antemão para qualquer pecado que pode ocorrer em nossas vidas. Essa é a promessa de Deus que nos é dada para que não pequemos. Deus não fica chocado com o comportamento humano, como ficamos com frequência, pois Ele vê tudo de antemão, incluindo os pecados dos cristãos. Mais ainda, e apesar disso, Ele nos enviou seu Filho para morrer pelos pecados de seu povo a fim de que possa haver perdão total. Esse amor é incomparável. Tal graça fica além da compreensão. Mas Deus nos fala sobre esse amor e essa graça para que possamos vencer por eles e determinar, dando-nos Deus a força, que não vamos falhar com Ele.
Às vezes falhamos com Ele, apesar de sua garantia de perdão. E então? Nesse caso, diz João, devemos ir a Deus para confessar o pecado e buscar perdão, sabendo que somos capazes de chegar a Ele por meio da obra de Cristo, como os filhos se aproximam de um pai. Nessa declaração, as referências à purificação por meio do sangue de Cristo (1.7), à promessa de perdão e purificação para aqueles que confessarem seus pecados (1.9), e à chamada à santidade (2.1,2) estão juntas.
III. O Propósito da Carta de João
• Professor, pergunte aos seus alunos: “Se o crente vier a falhar, o que ele deve fazer?”
A obra de Cristo é a base sobre a qual o cristão pode se aproximar de Deus em busca de pleno perdão e total purificação. João usa três termos para descrever isso. O primeiro é “advogado”, ou “alguém que fala em nossa defesa”. Esse é um termo legal, em grego e em português; mas em grego, ao contrário do português, a palavra tem um sentido passivo, e não ativo. Descreve alguém que é chamado para ajudar outros, em particular num tribunal. É fácil ver, então, como João consegue usar a palavra para Jesus; pois ele simplesmente quer dizer que Jesus é aquEle que chamamos para nos ajudar perante o tribunal de Deus.
[...] A palavra advogado não aparece fora dos escritos de João, mas o ministério de Cristo ao qual se refere ocorre em muitos lugares. Jesus prometeu a Pedro que iria interceder por ele para que sua fé não falhasse após ter negado seu Senhor (Lc 22.32). João 17 registra uma oração com esse mesmo objetivo em favor de todos os crentes. Jesus declarou: “E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos anjos de Deus” (Lc 12.8). Paulo descreve Jesus como sendo aquEle que “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).
Porém, existe uma coisa que deve ser percebida no uso feito por João da palavra “advogado”. Quando o termo é usado no sentido legal nos dias de hoje, normalmente pensamos sobre o trabalho de um advogado ao acrescentar todo caso a respeito do réu: ou seja, ao defender o acusado a respeito dos méritos de seu caso. Em João, a ideia de mérito da parte do acusado é ausente; em vez disso, o mérito vem da parte do advogado. A antiga ideia é ilustrada pelo uso de um termo do antigo tratado rabínico Pirke Aboth: “Aquele que segue a lei ganha para si um advogado, e aquele que comete uma transgressão ganha para si um acusador” (4.13). No Novo Testamento, é inteiramente uma questão da graça de Deus.
IV. Livres do Pecado
João chama Jesus de “propriciação pelos nossos pecados”, acrescentando “e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo”. A palavra propiciação era utilizada extensivamente em antigos escritos pagãos para referir-se a oferendas dadas a um deus raivoso de modo a aplicar a sua ira. Mas isso é incompatível com o caráter do Deus cristão, dizem alguns acadêmicos. Deus não é um Deus raivoso, de acordo com a revelação cristã. Ele é gracioso e amoroso. Mais ainda, não é Deus quem fica separado de nós por causa do nosso pecado, mas sim nós que nos separamos de Deus. Ou, ainda, não é Ele que tem de ser propiciado, mas nós mesmos. De acordo com esse pensamento, devemos nos referir à propiciação não como aquilo que Jesus fez com relação a Deus, com o que foi feito por Deus em Cristo pela nossa culpa. Ela foi “coberta”, “desinfectada” ou “expiada” por sua morte. Assim, por essa visão, a Bíblia nunca faz de Deus o objeto da propiciação.
Mas isso não é tudo. Em primeiro lugar, mesmo sendo verdade que não podemos misturar o conceito cristão de Deus com o caráter petulante de deidades do mundo antigo, ao mesmo tempo também não podemos esquecer sua justa ira contra o pecado, de acordo com a qual ele será punido, seja em Cristo ou na pessoa do pecador. Aqui, todo o âmbito da revelação bíblica precisa ser levado em consideração.
Segundo, embora a palavra propiciação seja utilizada nos escritos bíblicos, não é usada exatamente com o mesmo sentido que nos escritos pagãos. Nos rituais pagãos o sacrifício era o meio pelo qual um homem aplacava um deus ofendido. No cristianismo nunca é um homem que toma a iniciativa ou faz o sacrifício, mas o próprio Deus que, em virtude do seu imenso amor pelo pecador, providencia o meio pelo qual a sua própria ira contra o pecado possa ser aplacada. Em 1 João 4.10, a única outra passagem do Novo Testamento que usa exatamente a mesma forma da palavra encontrada em 2.2, o amor de Deus é enfatizado. Essa é a verdadeira explicação para que Deus nunca seja o objeto explícito da propriciação nos escritos bíblicos. Ele não é o objeto porque é, o que é mais importante ainda, o sujeito. Em outras palavras, Deus aplaca a sua própria ira contra o pecado para que seu amor possa abraçar e salvar totalmente o pecador.
É no sistema sacrificial do Antigo Testamento que a ideia verdadeira da propiciação é observada mais claramente, pois se alguma coisa é estabelecida pelo sistema de sacrifícios (no sentido bíblico do sacrifício), é que o próprio Deus forneceu o meio pelo qual um pecador pode se aproximar dEle. Pecado significa morte. “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. [...] A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele” (Ez 18.4,20). Todavia os sacrifícios ensinam que existe um modo de escapar e de aproximar de Deus. Outra pessoa pode morrer no lugar do pecador. Isso pode parecer impressionante, e até mesmo (como alguns sugeriram erroneamente) imoral; mas é isso o que o sistema de sacrifícios ensina. Como consequência, o indivíduo israelita era instruído a levar o animal para o sacrifício sempre que se aproximasse de Deus; a família tinha que matar e consumir um animal na observância anual da Páscoa; a nação tinha que ser apresentada pelo sumo sacerdote anualmente no Dia do Perdão, quando sangue era aspergido sobre o trono de misericórdia da Arca da Aliança dentro do Santo dos Santos no templo judaico. Essa última cerimônia pode ser no que João está pensando nessa passagem. É bom lembrar que João referiu-se ao derramar do sangue de Cristo poucos versículos antes (1.7).
O próprio Jesus é a propiciação, então, é pela virtude de seu ser que Ele pode ser nosso advogado. “Nosso advogado não alega nossa inocência; ele reconhece nossa culpa e apresenta o seu sacrifício vicário como a base para nossa absolvição”. Aqui repousa a confiança do cristão, pois não é com base em nosso mérito, mas com base apenas na obra completa de Cristo que temos a ousadia de nos aproximar de um Pai reto e celestial.
Conclusão
Se Jesus fez tanto por nós, e não por nós, mas também por homens e mulheres espalhados por todo o mundo, e se isso naturalmente nos leva a louvá-lo, será que isso também não nos deveria levar à santidade? Não deveria nos impelir a cumprir o desejo de João de que seus filhos não pecassem? Claro que sim, hoje e sempre. De fato, deveríamos dizer como Paulo: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15).
sexta-feira, 24 de julho de 2009
BIBLIOLOGIA - Doutrina das Escrituras.
I. INTRODUÇÃO
A) Terminologia:
Bíblia - Derivado de biblion, “rolo” ou “livro” (Lc 4.17)
Escrituras - Termo usado no Novo Testamento (N.T.) para, os livros sagrados do A.T., que eram considerados inspirados por Deus (2Tm 3.16; Rm 3.2). Também é usado no N.T. com referência a outras porções do N.T. (2Pe 3.16)
Palavra de Deus - Usada em relação a ambos os testamentos em sua forma escrita (Mt 15.6; Jo 10.35; Hb 4.12)
B) Atitudes em Relação à Bíblia:
Racionalismo -
a. Em sua forma extrema nega a possibilidade de qualquer revelação sobrenatural.
b. Em sua forma moderada admite a possibilidade de revelação divina, mas essa revelação fica sujeita ao juízo final da razão humana.
Romanismo -
A Bíblia é um produto da igreja; por isso a Bíblia não é a autoridade única ou final.
Misticismo -
A experiência pessoal tem a mesma autoridade da Bíblia.
Neo-ortodoxia -
A Bíblia é uma testemunha falível da revelação de Deus na Palavra, Cristo.
Seitas -
A Bíblia e os escritos do líder ou fundador de cada uma possuem igual valor.
Ortodoxia -
A Bíblia é a nossa única base de autoridade.
C) As Maravilhas da Bíblia:
1) Sua formação: levou cerca de 1500 anos.
2) Sua Unidade: Tem cerca de 40 autores, mas é um só livro.
3) Sua Preservação.
4) Seu Assunto.
5) Sua Influência.
II. REVELAÇÃO
A) Definição:
“Um desvendamentos; especialmente a comunicação da mensagem divina ao homem”
B) Meios de Revelação:
1) Pela Natureza (Rm 1.18-21; Sl 19)
2) Pela Providência (Rm 8.28; At 14.15-17)
3) Pela Preservação do Universo (Cl 1.17)
4) Através de Milagres (Jo 2.11)
5) Por Comunicação Direta (At 22.17-21)
6) Através de Cristo (Jo 1.14)
7) Através da Bíblia (1Jo 5.9-12)
III. INSPIRAÇÃO
A) Definição:
Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de modo a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem. A Inspiração se aplica apenas aos manuscritos originais (chamados de autógrafos).
B) Teorias sobre a Inspiração:
1) Natural - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi escrita por homens de grande talento.
2) Mística ou Iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do Espírito como qualquer crente pode ser hoje.
3) Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as quais Ele teria escrito. Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram ditadas (e.g., os Dez mandamentos).
4) Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (e.g., criação, conceitos espirituais)
5) Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados.
6) Gradual - Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros autores humanos.
7) Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro falível.
8) Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra (verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no sentido da definição acima.
9) Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de que a Bíblia é inspirada mas não isenta de erros.
C) Características da Inspiração Verbal e Plenária:
1) A verdadeira doutrina é válida apenas para os manuscritos originais.
2) Ela se estende às próprias palavras.
3) Vê Deus como o superintendente do processo, não ditando aos escritores, mas guiando-os.
4) Inclui a inerrância.
D) Provas da Inspiração Verbal e Plenária:
1) 2Tm 3.16. Theopneustos, soprado por Deus. Afirma que Deus é o autor das Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador.
2) 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” (lit., “carregados”) pelo Espírito Santo.
3) Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).
4) O uso de citações (Mt 15.4; At 28.25).
5) O uso que Jesus fez do Antigo Testamento (A.T.) (Mt 5.17; Jo 10.35).
6) O N.T. afirma que outras partes do N.T. são Escrituras (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
7) Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus (1Co 2.13; 1Pe 1.11,12)
E) Provas de Inerrância:
1) A fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4).
2) O ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35).
3) Os argumentos baseados em uma palavra ou na forma de uma palavra (Gl 3.16, “descendente”; Mt 22.31,32, “sou”).
IV. CANONICIDADE.
A) Considerações fundamentais:
1) A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram (não atribuíram) a autoridade inerente nos próprios livros.
2) Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido.
B) Cânon do Antigo Testamento (A.T.):
1) Alguns afirmam que todos os livros do cânon do A.T. foram reunidos e reconhecidos sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.).
2) O N.T. se refere a A.T. como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29).
3) O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) Uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os livros do A.T.
C) Os princípios de Canonicidade dos Livros do Novo Testamento (N.T.):
1) Apostolicidade. O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolos?
2) Conteúdo. O seu caráter espiritual é suficiente?
3) Universalidade. Foi amplamente aceito pela igreja?
4) Inspiração. O livro oferecia prova interna de inspiração?
D) A Formação do Cânon do Novo Testamento (N.T.):
1) O período dos apóstolos. Eles reivindicaram autoridade para seus escritos (1Ts 5.27; Cl 4.16).
2) O período pós-apostólico. Todos os livros forma reconhecidos exceto Hebreus, 2 Pedro e 3 João.
3) O Concílio de Cartago, 397, reconheceu como canônicos os 27 livros do N.T.
V. ILUMINAÇÃO
A) Em Relação aos Não-Salvos:
1) Sua necessidade (1Co 2.14; 2Co 4.4)
2) O ministério do convencimento do Espírito ( Jo 16.7-11)
B) Em Relação ao Crente:
1) Sua necessidade (1C0 2.10-12; 3.2).
2) O ministério do ensino do Espírito (Jo 16.13-15)
VI. INTERPRETAÇÃO
A) Princípios de Interpretação:
1) Interpretar histórica e gramaticalmente.
2) Interpretar de acordo com os contextos imediatos e mais amplo.
3) Interpretar em harmonia com toda a Bíblia, comparando Escritura com Escritura.
B) Divisões Gerais da Bíblia:
1) Antigo Testamento (A.T.):
A- Livros históricos: de Gênesis a Ester.
B- Livros poéticos: de Jó a Cantares.
C- Livros proféticos: de Isaías a Malaquias.
2) Novo Testamento (N.T.):
A- Evangelhos: Mateus a João.
B- História da Igreja: Atos.
C- Epístolas: de Romanos a Judas.
D- Profecia: Apocalipse.
C) Alianças Bíblicas:
Noética (Gn 8.20-22)
Abraâmica (Gn 12.1-3)
Mosaica (Ex 19.3 - 40.38)
Palestiniana (Dt 30)
Davídica (2Sm 7.5-17)
Nova Aliança (Jr 31.31-34; Mt 26.28)
A) Terminologia:
Bíblia - Derivado de biblion, “rolo” ou “livro” (Lc 4.17)
Escrituras - Termo usado no Novo Testamento (N.T.) para, os livros sagrados do A.T., que eram considerados inspirados por Deus (2Tm 3.16; Rm 3.2). Também é usado no N.T. com referência a outras porções do N.T. (2Pe 3.16)
Palavra de Deus - Usada em relação a ambos os testamentos em sua forma escrita (Mt 15.6; Jo 10.35; Hb 4.12)
B) Atitudes em Relação à Bíblia:
Racionalismo -
a. Em sua forma extrema nega a possibilidade de qualquer revelação sobrenatural.
b. Em sua forma moderada admite a possibilidade de revelação divina, mas essa revelação fica sujeita ao juízo final da razão humana.
Romanismo -
A Bíblia é um produto da igreja; por isso a Bíblia não é a autoridade única ou final.
Misticismo -
A experiência pessoal tem a mesma autoridade da Bíblia.
Neo-ortodoxia -
A Bíblia é uma testemunha falível da revelação de Deus na Palavra, Cristo.
Seitas -
A Bíblia e os escritos do líder ou fundador de cada uma possuem igual valor.
Ortodoxia -
A Bíblia é a nossa única base de autoridade.
C) As Maravilhas da Bíblia:
1) Sua formação: levou cerca de 1500 anos.
2) Sua Unidade: Tem cerca de 40 autores, mas é um só livro.
3) Sua Preservação.
4) Seu Assunto.
5) Sua Influência.
II. REVELAÇÃO
A) Definição:
“Um desvendamentos; especialmente a comunicação da mensagem divina ao homem”
B) Meios de Revelação:
1) Pela Natureza (Rm 1.18-21; Sl 19)
2) Pela Providência (Rm 8.28; At 14.15-17)
3) Pela Preservação do Universo (Cl 1.17)
4) Através de Milagres (Jo 2.11)
5) Por Comunicação Direta (At 22.17-21)
6) Através de Cristo (Jo 1.14)
7) Através da Bíblia (1Jo 5.9-12)
III. INSPIRAÇÃO
A) Definição:
Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de modo a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem. A Inspiração se aplica apenas aos manuscritos originais (chamados de autógrafos).
B) Teorias sobre a Inspiração:
1) Natural - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi escrita por homens de grande talento.
2) Mística ou Iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do Espírito como qualquer crente pode ser hoje.
3) Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as quais Ele teria escrito. Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram ditadas (e.g., os Dez mandamentos).
4) Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (e.g., criação, conceitos espirituais)
5) Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados.
6) Gradual - Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros autores humanos.
7) Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro falível.
8) Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra (verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no sentido da definição acima.
9) Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de que a Bíblia é inspirada mas não isenta de erros.
C) Características da Inspiração Verbal e Plenária:
1) A verdadeira doutrina é válida apenas para os manuscritos originais.
2) Ela se estende às próprias palavras.
3) Vê Deus como o superintendente do processo, não ditando aos escritores, mas guiando-os.
4) Inclui a inerrância.
D) Provas da Inspiração Verbal e Plenária:
1) 2Tm 3.16. Theopneustos, soprado por Deus. Afirma que Deus é o autor das Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador.
2) 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” (lit., “carregados”) pelo Espírito Santo.
3) Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).
4) O uso de citações (Mt 15.4; At 28.25).
5) O uso que Jesus fez do Antigo Testamento (A.T.) (Mt 5.17; Jo 10.35).
6) O N.T. afirma que outras partes do N.T. são Escrituras (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
7) Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus (1Co 2.13; 1Pe 1.11,12)
E) Provas de Inerrância:
1) A fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4).
2) O ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35).
3) Os argumentos baseados em uma palavra ou na forma de uma palavra (Gl 3.16, “descendente”; Mt 22.31,32, “sou”).
IV. CANONICIDADE.
A) Considerações fundamentais:
1) A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram (não atribuíram) a autoridade inerente nos próprios livros.
2) Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido.
B) Cânon do Antigo Testamento (A.T.):
1) Alguns afirmam que todos os livros do cânon do A.T. foram reunidos e reconhecidos sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.).
2) O N.T. se refere a A.T. como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29).
3) O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) Uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os livros do A.T.
C) Os princípios de Canonicidade dos Livros do Novo Testamento (N.T.):
1) Apostolicidade. O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolos?
2) Conteúdo. O seu caráter espiritual é suficiente?
3) Universalidade. Foi amplamente aceito pela igreja?
4) Inspiração. O livro oferecia prova interna de inspiração?
D) A Formação do Cânon do Novo Testamento (N.T.):
1) O período dos apóstolos. Eles reivindicaram autoridade para seus escritos (1Ts 5.27; Cl 4.16).
2) O período pós-apostólico. Todos os livros forma reconhecidos exceto Hebreus, 2 Pedro e 3 João.
3) O Concílio de Cartago, 397, reconheceu como canônicos os 27 livros do N.T.
V. ILUMINAÇÃO
A) Em Relação aos Não-Salvos:
1) Sua necessidade (1Co 2.14; 2Co 4.4)
2) O ministério do convencimento do Espírito ( Jo 16.7-11)
B) Em Relação ao Crente:
1) Sua necessidade (1C0 2.10-12; 3.2).
2) O ministério do ensino do Espírito (Jo 16.13-15)
VI. INTERPRETAÇÃO
A) Princípios de Interpretação:
1) Interpretar histórica e gramaticalmente.
2) Interpretar de acordo com os contextos imediatos e mais amplo.
3) Interpretar em harmonia com toda a Bíblia, comparando Escritura com Escritura.
B) Divisões Gerais da Bíblia:
1) Antigo Testamento (A.T.):
A- Livros históricos: de Gênesis a Ester.
B- Livros poéticos: de Jó a Cantares.
C- Livros proféticos: de Isaías a Malaquias.
2) Novo Testamento (N.T.):
A- Evangelhos: Mateus a João.
B- História da Igreja: Atos.
C- Epístolas: de Romanos a Judas.
D- Profecia: Apocalipse.
C) Alianças Bíblicas:
Noética (Gn 8.20-22)
Abraâmica (Gn 12.1-3)
Mosaica (Ex 19.3 - 40.38)
Palestiniana (Dt 30)
Davídica (2Sm 7.5-17)
Nova Aliança (Jr 31.31-34; Mt 26.28)
extraído do site:
http://www.vivos.com.br/42.htm
Assinar:
Postagens (Atom)
































